A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) trouxe um novo retrato da corrida pelo Governo de Mato Grosso e apresentou resultados diferentes dos apontados recentemente pelo Paraná Pesquisas. No levantamento encomendado pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), Wellington Fagundes (PL) aparece numericamente à frente de Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro turno e abre nove pontos de vantagem em uma eventual disputa direta no segundo turno.
A Quaest, instituto que ganhou projeção nacional nos últimos ciclos eleitorais e realiza levantamentos para veículos do Grupo Globo, ouviu presencialmente 804 eleitores de Mato Grosso entre os dias 21 e 24 de agosto. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob os números MT-04846/2026 e BR-00817/2026.
Wellington aparece à frente no primeiro turno
No cenário estimulado, Wellington Fagundes registra 27% das intenções de voto, contra 23% de Otaviano Pivetta. Apesar da vantagem numérica de quatro pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro.
Doutora Natasha (PSD) aparece com 8%, enquanto Sargento Laudicério (Agir) e Rafaell Milas (Missão) registram 2% cada. Maurício Coelho (Mobiliza) tem 1%. Outros 29% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não votariam, enquanto 8% estão indecisos.
O resultado contrasta com o cenário apresentado pelo Paraná Pesquisas, que havia colocado Pivetta numericamente à frente de Wellington. A diferença entre os levantamentos reforça que pesquisas eleitorais representam retratos do eleitorado dentro de metodologias, amostras e períodos de coleta específicos, especialmente em uma disputa ainda marcada por elevado percentual de eleitores sem escolha consolidada.
No segundo turno, vantagem de Wellington sobe para nove pontos
O dado mais favorável a Wellington aparece nas simulações de segundo turno.
Em um confronto direto contra Otaviano Pivetta, Wellington chega a 38% das intenções de voto, contra 29% do adversário, uma diferença de nove pontos percentuais. Outros 22% estão indecisos e 11% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não votariam.
Contra Doutora Natasha, Wellington amplia ainda mais a vantagem: são 45% para o candidato do PL e 20% para a candidata do PSD.
Na terceira simulação, sem Wellington, Pivetta registra 34% contra 23% de Natasha.
Wellington lidera entre as mulheres
Os recortes da Quaest também revelam diferenças importantes no perfil do eleitorado.
Entre as mulheres, Wellington aparece com 24%, enquanto Pivetta registra 15%, uma vantagem numérica de nove pontos. Doutora Natasha tem 8%.
Entre os homens, o cenário se inverte numericamente, mas permanece equilibrado: Pivetta aparece com 31% e Wellington com 30%.
Wellington também aparece numericamente à frente nos três níveis de escolaridade pesquisados. Entre eleitores com ensino fundamental, registra 27% contra 22% de Pivetta. No ensino médio, o placar se repete: 27% a 22%. Entre aqueles com ensino superior, Wellington tem 30% e Pivetta, 27%. Consideradas as margens de erro específicas desses recortes, porém, há empate técnico.
A pesquisa Quaest foi contratada pela Rede Matogrossense de Comunicação, ouviu presencialmente 804 eleitores entre 21 e 24 de agosto e possui margem de erro de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.



