Proteção das mulheres: uma luta permanente

Por Mariene Fagundes

Mato Grosso tem um problema que não pode mais ser tratado apenas como estatística: a violência contra a mulher.

Em 2025, 53 mulheres foram vítimas de feminicídio no nosso Estado, enquanto mais de 54 mil ocorrências de violência contra mulheres foram registradas no mesmo período. São números que mostram que a proteção precisa começar muito antes do crime mais extremo.

O feminicídio raramente acontece de forma isolada. Antes da morte, muitas mulheres enfrentam ameaças, perseguição, controle, violência psicológica e agressões físicas. Por isso, a principal pergunta que precisamos fazer como sociedade e como Estado é: o que estamos fazendo para chegar antes?

É nessa direção que tenho colocado minha atuação. Acredito que a política de proteção às mulheres precisa ser permanente, integrada e capaz de identificar situações de risco antes que elas evoluam para uma tragédia.

Não basta agir depois da ocorrência. É preciso fortalecer a prevenção, garantir o cumprimento das medidas protetivas, preparar as forças de segurança, ampliar o atendimento psicológico e jurídico e assegurar uma rede de acolhimento para quem decide romper com uma relação violenta.

Também precisamos enfrentar uma das principais barreiras para essa ruptura: a dependência econômica. Uma mulher que não tem renda, moradia ou onde deixar os filhos pode ter dificuldade para sair de uma situação de violência. Autonomia econômica também é política de proteção.

Isso significa investir em qualificação profissional, emprego, creches, assistência social, moradia e oportunidades para que mulheres possam reconstruir suas vidas com segurança e independência.

Essa mobilização ganha um momento especial nesta quinta-feira, 27 de agosto, quando estarei ao lado de Eliane Morais, esposa do nosso candidato a vice-governador Reinaldo Morais, no encontro “A Força do Coração”, em celebração e mobilização pelo Agosto Lilás.

O evento será realizado às 19h, na rua Estevão de Mendonça, nº 2166, no bairro Quilombo, em Cuiabá. A proposta é reunir mulheres e lideranças para ampliar o debate sobre proteção, prevenção e fortalecimento da participação feminina.

Como esposa de Wellington Fagundes, candidato ao Governo de Mato Grosso, tenho acompanhado de perto os desafios do nosso Estado. Mas essa pauta vai além de qualquer candidatura. É uma questão de responsabilidade pública e de compromisso com as famílias mato-grossenses.

Quando uma mulher é vítima de feminicídio, não é apenas uma vida que se perde. Filhos ficam órfãos, famílias são desestruturadas e crianças passam a carregar uma ausência que nenhuma política pública consegue reparar completamente.

Por isso, precisamos mudar a lógica: não podemos esperar a mulher ser agredida para agir; não podemos esperar a ameaça virar tentativa de homicídio; não podemos esperar o feminicídio para descobrir que aquela mulher precisava de proteção.

O Agosto Lilás deve ser um período de mobilização, mas a proteção precisa existir durante os 12 meses do ano.

Chegar antes do feminicídio é uma responsabilidade do Estado. E fortalecer essa luta é um compromisso que eu já assumi.

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