A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) a Operação Módulo Oculto, em Sinop, para desarticular um grupo criminoso investigado por furtos de módulos eletrônicos e outros componentes de caminhões. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Sinop.
Ao todo, são cumpridos 13 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens que podem alcançar R$ 11 milhões. A Justiça também determinou o sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.
Entre as medidas determinadas está ainda a suspensão das atividades de quatro empresas e a proibição de quatro investigados de exercer atividades empresariais.
Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram uma estrutura organizada que atuava principalmente em Sinop e municípios da região. O grupo teria como alvo módulos eletrônicos de caminhões, equipamentos de alto valor que eram retirados de veículos estacionados em vias públicas e pátios de empresas.
Investigação aponta esquema organizado
Conforme a investigação, os criminosos realizavam um levantamento prévio dos locais e dos caminhões que seriam atacados. Depois dos furtos, os módulos eram encaminhados para receptadores e estabelecimentos que atuavam no comércio de peças automotivas.
A Polícia Civil identificou ainda a participação de empresas dos setores de mecânica e venda de peças, que seriam utilizadas para receber, armazenar e comercializar os equipamentos de origem ilícita.
Um dos mecanismos identificados durante a apuração foi o chamado “resgate” dos módulos. Segundo a polícia, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas para devolver os equipamentos furtados.
Parte das peças também teria sido comercializada para compradores de outros municípios e estados.
Movimentação financeira também é investigada
Além da atuação direta nos furtos e na receptação, a investigação apontou uma estrutura para movimentar os valores obtidos com os crimes.
Segundo a Polícia Civil, o dinheiro circulava por diferentes contas bancárias e, em alguns casos, por meio de empresas formalmente constituídas. A medida teria como objetivo dificultar a identificação da origem dos recursos.
Com os bloqueios e sequestros determinados pela Justiça, a investigação busca atingir também o patrimônio que teria sido construído ou utilizado a partir das atividades criminosas.
Presos serão encaminhados à DERF
Os presos e os materiais apreendidos durante a operação serão encaminhados para a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop. Os objetos e documentos recolhidos passarão por análise e poderão ser incorporados ao conjunto de provas do inquérito.
A Polícia Civil informou que a investigação continua para aprofundar a participação de cada envolvido, identificar outros possíveis integrantes do esquema e verificar a extensão das atividades criminosas.
Por: Top Sinop



