Wellington questiona legado do VLT e gargalos do BRT: “promessa de sete anos”

Em debate na reta final da campanha, o candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, questionou a candidata Natasha Slhessarenko, do PSD, sobre um dos principais gargalos de mobilidade da Baixada Cuiabana: a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande.

Wellington lembrou que o projeto nasceu como VLT para a Copa de 2014 e, anos depois, foi substituído pelo BRT. O projeto do VLT foi anunciado em 2012 e acabou abandonado em 2020, enquanto as obras do BRT seguem sem conclusão definitiva. Em 2026, o próprio Governo do Estado precisou rescindir o contrato anterior e contratar serviços remanescentes para finalizar a estrutura.

Na resposta, Natasha criticou a demora e defendeu que Mato Grosso precisa de transporte público mais moderno e sustentável.

Wellington, porém, direcionou o debate para a solução. O candidato afirmou que, se eleito, pretende concluir as obras inacabadas, começando por áreas como escolas, creches e transporte, em parceria com os municípios.

Ele também apresentou uma proposta de integração entre mobilidade e desenvolvimento urbano: após a conclusão do BRT, pretende criar uma linha expressa ligando a região do Parque de Exposições Jonas Pinheiro ao sistema de transporte, com estacionamento vertical e conexão com o centro histórico e comercial de Cuiabá. “É responsabilidade e não promessa de sete anos que não foi cumprida”, afirmou Wellington, ao defender que o próximo governo tenha como prioridade entregar as obras que ficaram pelo caminho.

O cenário atual reforça o tamanho do desafio. Em julho, a Sinfra informou que a previsão era concluir parte central do BRT até dezembro de 2026, enquanto o Estado ainda realiza novas contratações para os trechos e terminais remanescentes.

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